Quarteto para o fim dos tempos (2008)
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O Quarteto para o Fim dos Tempos, de Olivier Messiaen, é daquelas obras que, uma vez escutadas, se impõem ao ouvinte: quem a escuta não esquece a experiência e, se é melómano, a ela voltará muitas vezes — algumas certamente para se interrogar sobre o que procura de fato na Música. Porque se está aqui na presença de uma música da estirpe do Requiem de Mozart-Süssmayr, do Quarteto de Cordas n.º 8 de Chostakovitch, do Andante tranquillo da Música para Cordas, Percussão & Celesta de Bartók; uma música que celebra o homem e que o condena, que na sua consumação o enaltece e que na tragicidade pungente que lhe é intrínseca decreta a necessidade da sua ultrapassagem; uma música sumamente humana, mas para lá de todos os equívocos do humanismo. E, se isto parece um exagero aplicado a um mero produto artístico, então que se ouça até ao fim — mas mesmo até ao fim — o último andamento do Quarteto, intitulado Louange à l’Immortalité de Jésus.

*UMA HOMENAGEM A OLIVIER MESSIAEN, PELO SEU CENTENÁRIO

Quarteto para o fim dos tempos é uma homenagem ao centenário do compositor Olivier Messiaen, que criou esta composição dentro de um campo de concentração onde era prisioneiro.A peça musical foi composta, ensaiada e apresentada dentro do próprio campo de concentração. Apesar da situação em que ele se encontrava, para Messiaen, foi um período fértil como se ele estivesse no jardim de sua casa. Fertilidade, vivacidade e paz. Encorajador e divino. Anunciação da alegria e a participação do homem na experiência da eternidade.
Sinopse Da Proposta De Espetáculo

A primeira vez que tive contato com a obra de Messiaen, motivou de imediato o desafio de criar uma imagem para esta música,”Quarteto para o fim dos tempos” A maneira como ele compôs esta obra é simplesmente dança. Além do fascínio que causa a situação em que ele se encontrava, assim como toda a humanidade, naquele período doloroso e desumano que foi a II guerra mundial,no campo de concentração e ainda assim para Messiaen foi fértil, como se ele estivesse no jardim de sua casa apreciando o canto dos pássaros, dos quais ele tinha profunda admiração e conhecimento. Fertilidade, vivacidade e paz. Encorajador e divino. Anunciação da alegria e a participação do homem na experiência da eternidade.

Roberto Amorim

Direção geral: Roberto Amorim e Tatiana Portella
Coreógrafo e concepção da obra: Roberto Amorim
Assistente de coreografia: Tatiana Portella
Música: Olivier Messian
Figurino: Anelisa Cavamura
Dança contemporânea: Roberto Amorim
Operadores e técnicos de som e luz: Tom Conceição
Desenho de luz: Roberto Amorim
Assistente de palco e apoio: Wanderlei Oliveira, Roberto Portella
Pianista: Rose Pavanelli
Secretária: Alcidina Portella, Sônia Alves
Agente Cultural e produtora: Angra Custodio
Fotos: Silvia Machado
Duração: 45min.  Classificação: Livre